ter/07/20
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Como proceder durante a queda na bolsa de valores
Como proceder durante a queda na bolsa de valores

Como proceder durante a queda na bolsa de valores

Como proceder durante a queda na bolsa de valores

Introdução

A bolsa de valores é uma montanha russa e investir neste mercado, deve ser algo muito bem planejado, num valor expressivo ou não.

Muitos investidores preferem ir contra a maré e aconselhamentos, arriscando na aplicação a curto prazo, visando a retirada do seu capital investido.

Enquanto que outros preferem ser mais precavidos, investindo a longo prazo a fim de não sofrer justamente com essas frustrantes quedas nas ações aplicadas em determinada empresa.

Mas independente do plano de negócios ser a curto ou longo prazo, o acionista ou investidor deve ter sangue frio no momento de prejuízo, na hora exata em que o mercado de ações não está para peixe.

O que fazer nesse momento?

Com o mundo sofrendo a crise da pandemia do coronavírus, ações de companhias aéreas despencando entre outros nichos, é preciso puxar o freio e analisar as possibilidades:

1 – Cautela com investimento precipitado

Nas últimas semanas, o índice do Ibovespa teve variações preocupantes: em alguns momentos, parecia bater no fundo de poço e depois voltar em alta. Aí que pode morar o perigo: os investidores se animam e procuram tirar dinheiro de onde não tem para aplicar.

Digamos que o pensamento é de fazer um empréstimo consignado e barato para pagar por exemplo, 10% ao ano. Isso é um grave erro em se endividar nesse momento de incerteza, independente da taxa atrativa do empréstimo.

Isso porque não há nenhuma garantia de que a bolsa não cai 10%, 20%, 30% ou 50.000 no Ibovespa. Houve momentos em que estava em 120.000 e baixou para 63.000 pontos.

E se o investidor vender a carteira, esperar passar todo esse tumulto e depois voltar com tudo?

O valor que está em aplicação é de renda variável e se fosse o caso de retirá-lo já, seria uma situação confortável, deixando seu dinheiro descansando em uma renda fixa por enquanto.

A bolsa funciona em uma velocidade absurda e até você pensar em um plano de negócios para reinvestir esse capital, aquele momento crucial para lucrar, já passou, ou seja, você não consegue entrar nessa onda. Um exemplo foi que em 3 ou 4 dias somente, a bolsa subiu 25% devido a melhora do panorama global em relação a pandemia.

2 – Comprando e não vendendo

É hora de comprar em meio ao pânico, mesmo diante de vários circuit breaker consecutivos (ferramenta de interrupção de todas as operações na bolsa). A dica é não sair de vez da bolsa, pois a recuperação é muito rápida e possivelmente, você não vai conseguir entrar na mesma velocidade.

Se concentre no posicionamento, que seria avaliar ações da quais você tem interesse. Mesmo com pouco índice de alta em alguma delas, compre. Pois dessa maneira você está ativo, quando baixar, aplica e se subir muito, também seja prudente, venda somente uma pequena porcentagem.

Inclusive nesse caso, você pode investir em 3 ou 4 outros nichos para seu capital não correr o risco de ficar concentrado em somente uma empresa que pode ter uma grave baixa.

É certo a previsão de que não só o Brasil, mas o mundo todo, passar por duas situações críticas nesse momento atual: o coronavírus e uma inevitável recessão. Já estamos tendo um importante choque na economia mundial e os investidores da bolsa, esperam ansiosos por uma ação positiva da volatividade no mercado de ações.

E uma surpreendente notícia é de que até o ouro teve queda em seu valor! Foi o momento do ápice da atual crise, onde a volatividade de forma negativa subiu lá em cima, tamanho o pânico dos investidores que queriam dinheiro para liquidar aplicações e alavancar outras.

A tendência tem apresentado gráficos de bate e volta (baixa e alta) na bolsa. O pânico na bolsa veio, grande parte dos investidores venderem suas ações e depois foi a hora de ver quais empresas sobreviveram e se era vantagem aplicar o capital em algumas.

A dica chave seria não sair das posições atuais e entrar em outras, ou seja, comprando ações. Por mais que não saibamos o que vai acontecer, você precisa ter um caminho a seguir nessa turbulência.

3 – O que você deve considerar

Se uma ação baixa de 30% a 70%, ela vai precisar muito mais do que isso para voltar para o preço original e nessa hora você pode elevar sua carteira para um patamar mais elevado.

Digamos que você comprou uma ação de empresa X por R$ 16,00 no varejo e ela caiu 70%, ficando no valor de R$ 4,80. Não se iluda em especular que ela pode vir a subir 70%. Isso porque quando uma ação cai, normalmente ela vai precisar subir muito mais que essa porcentagem, uns 200% por exemplo, para ser considerada competitiva.

O investidor deve ter em mente que algumas ações de boas empresas que por ventura caírem demais e que podem voltar aquele preço original com a via varejo, você tem que entender que esse potencial de valorização de 100%, 200%, 300% é importante.

 

Se você consegue administrar esse tipo de operação, no futuro isso será um ponto a seu favor no mercado de ações. Então, se por exemplo uma ação cai a 50%, ela não precisa subir somente 50% para voltar ao valor original e sim muito mais do que isso.

Neste momento, em que seu faturamento sumiu, as únicas coisas que você deve se preocupar é com dívida e caixa. Uma empresa que está muito endividada, que não está tendo receita nessa pandemia, como ela vai quitar a dívida?

Vamos ver um exemplo: como uma empresa que deve 1 bilhão de reais a curto prazo para pagar em 2020 e tem 100 milhões no caixa, vai pagar se não está faturando? Isto quer dizer que a empresa pode falir.

Já comprar ações de uma empresa que tem caixa agora, ela pode tomar decisões muito melhores que uma empresa endividada que está pensando em como sobreviver até o mês que vem, enquanto que a que tem caixa, está tranquila com a possibilidade de ficar à frente de seus concorrentes após a crise passar.

Aluguel de ações

O aluguel de ações é uma excelente saída para momentos de baixa na bolsa de valores, pois você pode entrar no mercado vendendo ações, sem a necessidade de comprar primeiramente uma ação.

E nessa operação o investidor teoricamente vai vender algo que não possui, ou seja, ele vai emprestar as ações de alguém que tenha, por exemplo, uma corretora. Digamos eu tenha uma ação do Itaú e disponibilizo para aluguel.

Se alguém quiser abrir uma venda em Itaú, ela pode pegar esse papel emprestado da corretora, abrir essa operação, esperando que o mercado caia num curto prazo, esperando lucro.

Mas se ao contrário disso, o mercado estiver subindo, dando prejuízo ao investidor, quem arca com essa baixa não é quem emprestou o papel e sim o investidor que sairá prejudicado, ou seja, lucro ou prejuízo será usufruído por quem emprestou o papel.

Este papel continua sob custódia da corretora da qual continuará ganhando dividendos no percurso desse processo de aluguel. E também em troca do aluguel das ações, o investidor deve haver pagar à corretora uma taxa no final da operação, ao qual valor varia de ativo para ativo, ou seja, é devolvido os papéis com a taxa inclusa no pacote.

Conclusão

Não siga investidores no efeito manada, onde todos fazem a mesma operação sem saber se lá na frente, vai ter lucro ou prejuízo. É possível ganhar dinheiro, mantendo sua carteira saudável e sem contrair dívidas em uma fase que ganhar ou economizar é uma ordem.

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Sobre Osmar Lopes

Osmar Lopes
Osmar Lopes, atualmente CEO na empresa o Rei das Alianças, criou o blog O Sócio com o desejo de compartilhar experiências vitoriosas sobre como transformar um negócio praticamente falido em sucesso absoluto.

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